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Tendências

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Fases do mercado

Na análise técnica, os analistas se baseiam nas tendências do mercado, isto é, o comportamento dos preços das ações, que geralmente seguem para uma direção (subida ou descida). O mercado possui 3 tendências: tendência de alta, tendência de baixa e tendência de lado. As tendências também possuem 3 fases: fase primária, fase secundária e fase terciária.

A fase primária dura aproximadamente de 1 a 2 anos, indicando a principal direção do mercado. A tendência secundária é uma tendência intermediária, que representa correções dentro da tendência primária e dura de 3 semanas a alguns meses. Já a tendência terciária dura menos de 3 semanas, representando flutuações de curto prazo na tendência secundária.

Fases do mercado de alta

A primeira fase no mercado de alta, a fase primária, ocorre logo após o fim do mercado de baixa. É quando investidores inteligentes começam a comprar as ações, a um preço muito baixo, geralmente investindo no longo prazo, quando ainda a maioria do mercado está pessimista, as notícias não são nada animadoras e todos acham que a tendência de baixa ainda não acabou. Logo, as ações formam um último fundo, e logo em seguida começam a subir.

A segunda fase, chamada de fase secundária, é a mais longa, e ocorre quando o mercado já se convenceu do fim da queda dos preços, quando o mau humor do mercado passou de pessimista para otimista. É nessa fase que a grande maioria dos investidores entram no mercado, ocorrendo um grande avanço e subida dos preços (efeito manada), ocorrendo o maior lucro da tendência.

A fase terciária é a fase da euforia, onde os investidores atrasados ou que ainda não aproveitaram a alta principal começam a comprar. Nessa fase, ocorre muita especulação e preços excessivamente altos e inflados, onde o mercado encontra-se na fase mais otimista. É possível entrar e ganhar um pouco de dinheiro, mas também é a hora que os grandes investidores começam a pensar a vender suas ações.

Fases do mercado de baixa

A fase primária no mercado de baixa é caracterizado por uma queda no volume negociado de ações, sinalizando que poucas pessoas estão negociando o papel. Aqui, as notícias ainda são otimistas, porém os preços estão bem altos, mas os investidores (principalmente aqueles que não se aproveitaram da alta principal) continuam a comprar a cada novo ziguezague do mercado, porém, sem ultrapassar uma importante resistência, começando a formar um pivô de baixa.

A fase secundária é caracterizada pela queda acentuada dos preços da ação. Aqui, os grandes investidores vendem as ações, garantindo assim o lucro. Logo após, ocorre o efeito manada, e muitos outros investidores seguem esse caminho e também vendem suas ações. O movimento é duradouro, e o clima otimista já não existe mais, dando lugar a notícias pessimistas, com altos volumes negociados e queda generalizada dos preços.

A terceira fase já é considerada a fase do desespero, onde o mercado continua a cair e os investidores que ainda não saíram do papel na fase secundária, resolvem vender suas ações, amargando altos prejuízos. As notícias são pessimistas e o mercado continuará a cair até atingir um suporte considerável. Quando essa fase terminar, uma nova fase de alta primária recomeça, dando continuidade ao ciclo de sobe e desce das ações.

Mesmo que essa explicação pareça ser um pouco óbvia, é realmente muito difícil adivinhar quando se está no topo ou no fundo dos preços em um gráfico. Não podemos saber com exatidão quando uma ação está alta demais, nem quando uma ação já caiu o suficiente, pois ela poderá perder todo o seu valor. O ideal é ir acompanhando o histórico das ações, efetivar uma confirmação de tendência de alta ou de baixa com os volumes negociados e com alguns indicadores, como as médias móveis ou o Índice de Força Relativa, dentre outros indicadores.

As tendências se formam quando o preço segue por uma determinada direção, durante um determinado período de tempo, compondo um gráfico a partir dos topos e fundos formados. As três tendências possíveis são: tendência de alta, tendência de baixa e tendência de lado.

Tendência de alta

A tendência de alta indica aumento dos preços, onde é favorável estar comprado para obter ganhos. Essa tendência é formada quando possui uma sucessão de topos e fundos ascendentes, onde cada novo topo formado é mais alto do que o topo anterior, e cada novo fundo formado é mais alto do que o fundo anterior. A lógica da formação dessa tendência é que, como os preços estão subindo, as pessoas acreditam que subirão ainda mais, criando disposição para a compra de mais papéis, tornando a tendência verdadeira. O gráfico abaixo mostra uma tendência de alta da Fibria Papel e Celulose:

Tendência de alta

Tendência de baixa

A tendência de baixa indica queda nos preços, onde e favorável estar vendido para obter ganhos. Essa tendência é formada quando há uma sucessão de topos e fundos descendentes, onde cada novo topo é mais baixo que o topo anterior, e cada novo fundo é mais baixo que o fundo anterior. Nessa tendência, há uma disposição dos vendedores venderem os papéis a um preço cada vez menor. Vale ressaltar que nenhum preço é tão baixo que não possa cair mais, onde o investidor deverá tomar cuidado na hora de comprar o papel. Observe o exemplo abaixo de uma tendência de baixa, da Companhia Siderúrgica Nacional:

Tendências de baixa

Tendência de lado

A tendência lateral ocorre quando o gráfico forma topos e fundos no mesmo nível, demonstrando um equilíbrio entre compradores e vendedores, e até mesmo uma indecisão se a ação vai subir ou cair. Observe o exemplo abaixo de uma tendência lateral, do Bradesco:

Tendência Lateral

Para traçar uma linha de tendência, basta unir o máximo possível de pontos correspondentes do gráfico, isto é, ela deverá ser traçada unindo os pontos máximos e mínimos relativos, e não o corpo dos candles. Quanto mais pontos fizerem parte da linha, mais consistente e verdadeira será a linha de tendência. Se uma linha cruza três pontos, ela será mais confiável do que uma linha que una apenas dois pontos.

Suporte e Resistência

Suporte é o nível de preço de uma determinada ação onde há uma interrupção do movimento de baixa, onde a pressão compradora supera a pressão vendedora. Em outras palavras, é o chão onde o preço da ação está, existindo uma barreira psicológica que dificulta a queda dos preços. Observe o gráfico a seguir:

Suporte e Resistência

Os preços da Vale5 vão oscilando para cima e para baixo, conforme o tempo vai passando. Entretanto, quando a ação se aproxima de R$ 31,50, ela começa a subir novamente. Esse movimento acontece pelo menos umas 3 vezes neste exemplo. A medida que o preço vai chegando perto dos R$ 31,50, a quantidade de vendedores começa a diminuir, aumentando a oferta do papel, fazendo com que os compradores entram com força, aproveitando o nível relativamente baixo de preços.

Isso se deve ao fato de que as pessoas possuem memória, e lembram-se dos valores que compraram ou venderam as ações, assim como o nível de preços que ganharam ou perderam dinheiro. Essas memórias acabam formando os suportes e resistências, isto é, foram uma barreira psicológica de compra e venda das ações. Isso não significa que sempre que a ação da vale5 bater 31,50 ela subirá, mas é um forte indicador que isso poderá acontecer.

Da mesma forma que o suporte, a resistência também é formada de acordo com as memórias de preços dos investidores. Ela é identificada quando há uma interrupção na alta dos preços, onde a pressão vendedora supera a pressão compradora. Neste exemplo, quando o preço da VALE5 começa a chegar nos R$ 40/41, os vendedores começam a vender o máximo possível, aproveitando os preços para gerarem lucro.

Quanto mais tempo durar os suportes/resistências, e quanto mais vezes forem testados, mais fortes serão as evidências, lembrando que quando uma resistência é superada, isto é, quando os preços ultrapassam a barreira psicológica da alta dos preços, se transforma em um suporte. Da mesma forma, quando um suporte é rompido, isto é, quando os preços caem abaixo do nível de suporte, transforma-se em uma resistência. Este processo é chamado de princípio de inversão.

Princípio de Inversão

O princípio de inversão, como o próprio nome já diz, sinaliza uma possível mudança de tendência. Uma vez que os preços das ações oscilam dentro de níveis de preços, formando barreiras psicológicas, podemos determinar os suportes e resistências. Toda vez que os suportes e resistências são testados e confirmados, os investidores possuem mais convicção de que tal nível de preço é forte suficiente a ponto de ser respeitado. Além disso, quando esse suporte ou resistência já dura a algum tempo, a evidência fica ainda mais forte, pois já foi testado muitas vezes, por muito tempo. Entretanto, os níveis de preços não são eternos, e os preços podem romper os suportes e resistências, gerando outro nível de preço. Observe os gráficos a seguir:

Inversão

Quando o nível de preços rompe uma resistência, esta se torna um novo suporte para o nível de preços. Se os investidores tem em mente um determinado nível de preços, e este nível é rompido para cima, isto é, a resistência é rompida, eles quase que automaticamente entram comprando mais, pois o papel continua subindo, e aquele nível de preço foi ultrapassado. Esse fator faz com que as ações subam efetivamente. Do outro lado, o investidor que vendeu suas ações assim que o preço tocou na linha de resistência, achando que os preços iriam cair, porém a ação continuou a subir, ele vai querer aproveitar essa alta e também vai comprar mais ações.

O contrário também é válido. Quando o nível de preços rompe um suporte, este se transforma em uma resistência. Quando os preços tocam a linha de suporte, os investidores acreditam que o preço das ações vai começar a subir, e compram as ações. Porém, quando isso não ocorre, e os preços começam a despencar, os investidores começam a amargurar prejuízos. Quando o preço da ação volta ao nível de preços que o investidor comprou o papel, esse logo se desfaz dele, para não ter prejuízos, elevando a pressão vendedora e fazendo com que o preço da ação volte a cair.

Podemos comprovar um princípio de inversão nas tendências de alta, baixa ou de lado, através dos canais. Os canais nada mais são do que a oscilação dos preços dentro de duas linhas paralelas, sendo a linha de cima funcionando como resistência e a linha de baixo funcionado como suporte.

Canal de alta

O canal de alta mostra a tendência do mercado, até que o preço rompa o suporte. Observe o gráfico a seguir:

Cana de Alta

Podemos observar que os preços tocam a linha de cima e a linha de baixo 4 vezes cada. Toda vez que a linha de baixo é tocada, os preços começam a subir. Quando a linha de cima é tocada, os preços começam a cair. Por isso, seguindo os princípios da análise técnica, o investidor deverá comprar toda vez que os preços tocarem a linha de baixo, e vender quando tocar a linha de cima. Entretanto, em algum momento, uma das linhas será rompida. Se romper para cima, a tendência de alta irá acelerar. Se romper para baixo, poderá indicar uma mudança de tendência, ou no mínimo uma correção nos preços.

Canal de baixa

O canal de baixa demonstra a tendência de queda do ativo em questão, até que os preços rompa a resistência. Observe o gráfico a seguir:

Cana de Baixa

Neste gráfico da CSNA3, podemos ver claramente uma tendência de baixa, sendo o suporte tocado 5 vezes e a resistência tocada 3 vezes, antes de ser rompida. Quando isso acontece, os preços sobem de maneira agressiva. Seguindo os conceitos da análise técnica, quando a resistência for rompida, o investidor deverá comprar o ativo, pois a tendência de subida é muito forte.

Canal de Lado

O canal de lado, ou simplesmente canal lateral, ocorre quando há uma indefinição ou incerteza na tendência dos preços, refletindo um equilíbrio entre compradores e vendedores. Observe o gráfico a seguir:

Cana de Lado

Neste gráfico da USIM5, os preços ficaram oscilando nesta faixa de preços, entre R$ 22,00 e R$ 25,00, demonstrando uma incerteza sobre a tendência dos preços. Entretanto, no começo de Março, os preços romperam a Resistência, e os preços subiram rapidamente e com força.

Volume

Analisar o volume negociado de ações em um determinado pregão ou período é de suma importância na análise técnica, além de ser um fator determinante para comprovar uma tendência ou inversão de tendência. Por exemplo, um determinado movimento com um volume fraco, é considerado um movimento sem força, que está prestes a mudar de direção.

O volume é um importante indicador, pois quando os preços sobem, os investidores entram comprando, aumento o volume de dinheiro. Já quando o mercado cai, quem está comprado muitas vezes não vende por menos do que compraram, e não colocam as ações à venda. Logo, não há negócio, e o volume cai. Em uma tendência de baixa, o volume não precisa confirmar a queda, pois a gravidade por si só ajuda a derrubar os preços. A regra do volume e dos preços pode ser resumida conforme a seguir:

Preço

Volume

Tendência

Se   os preços sobem

E   o volume é alto

A   tendência é de alta

Se   os preços sobem

E   o volume é baixo

A   tendência é de baixa

Se   os preços caem

E   o volume é alto

A   tendência é de baixa

Se   os preços caem

E   o volume é baixo

A   tendência é neutra

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