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Fundos de Renda Variável

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1. O que é?

Os fundos de renda variável, também conhecido como fundos de ações, devem investir, no mínimo, 67% da sua carteira em ações, recibos de ações, bônus ou recibos de subscrição de ações, certificados de depósitos de ações, cotas de fundos de ações e cotas de fundos de índices de ações, BDRs – Brazilian Depositary Receipts, desde que esses títulos sejam admitidos e negociações no mercado à vista na bolsa de valores ou em entidade do mercado de balcão organizado (CETIP).

O restante do patrimônio que exceder o percentual mínimo de 67% poderá ser aplicado em qualquer outra modalidade de ativos financeiros, desde seja respeitado os limites por emissor de títulos e sejam considerados os limites de concentração por modalidade de ativo financeiro estabelecido na Instrução Normativa da CVM 409 e 450. Esses ativos podem ser títulos públicos ou privados, entre outros títulos de Renda Fixa ou outras modalidades.

As estratégias voltadas para os fundos de renda variável podem ser de vários tipos. Destacamos algumas:

Acompanhar algum índice

Alguns fundos de investimentos em ações tem como estratégia o acompanhamento ou a superação de algum índice, como o Ibovespa ou IBRX, por exemplo. Os fundos que só acompanham um determinado índice não pode ser um fundo alavancado. Já os fundos que tem como objetivo superar um determinado índice, é permitido a alavancagem.

Governança corporativa

Esses fundos investem nas empresas com melhores práticas de governança corporativa. Tais empresas devem ser negociadas no Novo Mercado ou estar classificadas nos Níveis 1 ou 2 da BM&FBOVESPA. Esses fundos aplicam seus recursos em empresas com as mais elevadas práticas de gestão e transparência no relacionamento com o investidor, dando tratamento igual para todos os acionistas, elevando assim a segurança na divulgação das informações da empresa ao mercado.

Dividendos

Essa estratégia visa criar uma carteira onde as ações tenham um bom histórico de pagamento de dividendos, com um dividend yield alto, ou em ações que apresentem essa perspectiva. Geralmente, as empresas boas pagadoras de dividendos são empresas mais maduras, que não exigem investimentos de curto prazo e, portanto, podem ter uma melhor distribuição dos lucros aos acionistas. Nesse tipo de fundo, poderá haver bi-tributação. Os dividendos são retidos na fonte. Logo, se forem entregues diretamente ao cotista, isto é, sem passar pelo fundo, haverá somente um único imposto, isto é, aquele retido na fonte. Entretanto, se os dividendos for incorporados às cotas (como ocorre na maioria dos fundos), haverá bi-tributação, isto é, o imposto retido na fonte e o imposto de resgate. Entretanto, os gestores dos fundos acreditam que essa bi-tributação tem pouco impacto no prejuízo ao investidor e pouca representatividade no retorno dos fundos. Além disso, a distribuição de dividendos poderá ser usada para reinvestir em novas ações.

Small caps

Essa estratégia consiste em investir em ações de empresas de baixa capitalização de mercado e que não necessariamente façam parte dos principais índices da Bovespa, porém, podem ter um grande potencial de valorização. Esses fundos podem ser bastante rentáveis, uma vez que o gestor escolha certa as ações, visto que ações de baixa capitalização de mercado podem ter um potencial grande de crescimento no médio e longo prazo.

Sustentabilidade

Nessa estratégia, os fundos investem seus recursos em ações de empresas que possuem boas práticas de sustentabilidade. Os gestores escolhem empresas que demonstrem compromisso com a sustentabilidade, além de aspectos como econômico-financeiro, social e ambiental. Hoje em dia, é muito comum indivíduos e empresas buscarem companhias que investem na sustentabilidade do nosso planeta. Inclusive, empresas que possuem uma má imagem perante os investidores, como a utilização de trabalho semi-escravo, por exemplo, poderá sofrer com quedas das ações ou lucros, pois muitos investidores se preocupam com essas práticas, e muitas vezes deixam de consumir produtos dessas empresas.

Market Timing

Market timing é o momento certo de comprar ou vender um determinado ativo no mercado. É possível obter lucros acima da média se antecipando aos movimentos do mercado, comprando ações baratas com potencial de crescimento e outras distorções de preços. Muitos Fundos que se utilizam do Market timing como estratégia usam derivativos para alavancar sua posição, lucrando mais quando acerta a direção do mercado, porém obtendo perdas maiores caso erre a direção. Se o mercado está em queda e o gestor acha que ele irá virar, se antecipar ao mercado comprando ações baratas pode ser uma boa estratégia, porém, muitos analistas afirmam que é difícil prever quando o mercado irá mudar sua tendência.

Stock Picking

É a escolha de ativos específicos. É a aposta em ações com maior potencial de retorno. Se o fundo escolher uma ação com um alto potencial de crescimento e estiver correto em sua análise, poderá obter lucros maiores, superando seu benchmark. Geralmente, esses fundos se utilizam de análise fundamentalista para achar ações com um alto potencial de retorno. Não é trabalho simples achar essas ações, onde o gestor terá que garimpar muitas ações até achar uma que vale a pena comprar.

Asset Location

Asset location significa alocação de ativos. Sua estratégia é baseada principalmente na diversificação, onde ações de várias classes fazem parte da carteira, diminuindo o risco e aumentando o potencial de retorno. Como diferentes classes de ativos tem diferentes comportamentos, baseado nas condições de mercado e na economia, diversificar a carteira pode ser uma ótima estratégia, pois diminui a volatilidade e o risco.

Utilizar essas 3 estratégias (Asset Location, Market Timing e Stock Picking) pode potencializar o retorno dos fundos, porém é trabalho para analistas experientes e especialistas do mercado, além de contar com um pouco de sorte e paciência, principalmente para carteiras com foco no longo prazo.

Arbitragem

A estratégia de arbitragem consiste em comprar o mesmo ativo, em diferentes mercados, ganhando um diferencial de preço. Um exemplo de arbitragem é comprar uma ação ON e vender uma ação PN do mesmo emissor. O fundo, neste caso, faz uma aposta com relação ao diferencial de preço entre esses dois ativos. Outro exemplo de arbitragem ocorre quando um fundo usa seus recursos para comprar títulos públicos marcados pela curva de juros, em um momento de queda, sendo que sua cota está sobrevalorizada, pois não há marcação a mercado. Embora hoje quase todos os fundos são obrigado a terem marcação a mercado, essa prática ainda pode ser usada.

Específico

Consiste em comprar somente um tipo específico de ação, como ações de um determinado setor ou ações mais negociadas na Bolsa, como Petrobrás e Vale.

Ações subvalorizadas

Essa estratégia consiste em investir em ações subvalorizadas, isto é, ações com preços baixos, que estão sendo negociadas abaixo do seu valor contábil ou valor justo. Valor justo pelo método do fluxo de caixa futuro da empresa consiste em determinar fluxos futuros de caixa da empresa, com base em premissas futuras e aplicar uma taxa de crescimento. Ao trazer esses fluxos ao valor presente por uma determinada taxa de desconto, chega-se ao valor justo da empresa. Essa estratégia pode ser muito bem vista, porém, muitos analistas divergem entre si sobre a taxa de crescimento futuro da empresa, pois alguns consideram determinadas previsões que outros analistas simplesmente descartam.

Ações livres

Nessa estratégia, os fundos não seguem nenhuma regra específica em relação a quais ações comprar. A única regra é ter, no mínimo, 67% da carteira investida em ações. Isso permite mais liberdade ao gestor do Fundo para a escolha das ações.


2. Tributação

Os fundos de ações são tributados a uma alíquota de 15%, independente do prazo de aplicação. O imposto será retido e recolhido pelo administrador do fundo, somente na data de resgate das cotas, até o 3º dia útil subsequente ao decêndio da ocorrência dos fatos geradores. Nos Fundos de Investimentos em ações, mesmo se a venda for menor do que R$ 20 mil reais, há a incidência do imposto de renda.

Não há incidência do come-cotas nem de IOF em fundos de ações.


3. Vantagens

  • Não é necessário muito dinheiro para investir;
  • Gestão profissional, que poderá selecionar os papéis mais rentáveis, não sendo necessário o estudo aprofundado em ações e análises fundamentalista e gráfica;
  • Não há incidência de IOF;
  • Não há come-cotas
  • Liquidez – sendo possível (em alguns fundos) resgatar e receber o dinheiro no mesmo dia;
  • Diversificação – É possível comprar diversas ações de diversos setores, pois com o montante total do patrimônio líquido é possível adquirir diversas ações;

4. Desvantagens

  • Os fundos de investimentos em ações não são garantidos pelo fundo garantidor de crédito;
  • Taxas de administração altas podem afetar a rentabilidade do fundo;
  • Alto risco, pois trata-se de renda variável, com possibilidade de perder todo o dinheiro investido;
  • Imposto de renda mesmo se o resgate for menor do que R$ 20 mil reais (se for investido diretamente em ações, uma venda menor do que R$ 20 mil reais não há incidência do imposto de renda).

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