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Fundos de Renda Fixa

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1. O que é?

Os fundos de renda fixa, com o próprio nome já diz, alocam seus recursos em ativos de renda fixa. Esses fundos deverão investir, no mínimo, 80% de seu patrimônio líquido em ativos de renda fixa. O principal fator de risco da carteira deverá ser a variação da taxa de juros doméstica ou o índice de preços. São exemplos de ativos de renda fixa: CDBs, letras financeiras, títulos públicos, operações compromissadas (muito usadas para dar liquidez ao fundo), debêntures, etc.

Esses fundos poderão também ser classificados como “longo prazo”, quando o prazo médio de sua carteira for superior a 365 dias. Não é permitido a cobrança de taxa de performance, salvo quando se tratar de fundo destinado a investidor qualificado.

Os fundos de renda fixa são considerados de baixo risco se comparados a outros tipos de fundos. Entretanto, isso não significa que o fundo não possa perder dinheiro. Em casos onde a taxa de juros está em alta, o valor de alguns títulos cairá de preço, trazendo prejuízo para a carteira, pelo menos no curto prazo. Outro ponto muito importante para se atentar é a taxa de administração. Taxas de administração altas com certeza vão correr a rentabilidade líquida, podendo muitas vezes perder para a tradicional poupança. É trabalho do investidor procurar um Fundo que tenha uma boa rentabilidade e uma taxa de administração baixa, geralmente não superando 1% ao ano.

Esse tipo de fundo é indicado para pessoas que buscam segurança, que querem fazer seu dinheiro acompanhar a taxa básica de juros, geralmente investidores conservadores, ou pessoas que não tem muito tempo de acompanhar o mercado para investir por conta própria. Além disso, eles contam com a vantagem da diversificação, pois o dinheiro captado pelo Fundo poderá comprar papéis que não estão ao alcance do investidor comum.

Os fundos de renda fixa seguem as normas e regras dos fundos de investimentos.


2. Tributação

Os fundos de renda fixa seguem o padrão de tributação em renda fixa. Ela é decrescente em função do prazo da aplicação, conforme a seguir:

  • Aplicações de até 180 dias: 22,5% (somente sobre os rendimentos)
  • Aplicações de 181 a 360 dias: 20% (somente sobre os rendimentos)
  • Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5% (somente sobre os rendimentos)
  • Aplicações acima de 720 dias: 15% (somente sobre os rendimentos)

Os fundos de renda fixa também estão sujeitos ao IOF, caso o resgate for feito ANTES de 30 dias da aplicação. Existe uma tabela para o IOF, conforme os primeiros 30 dias de aplicação:

Número dias corridos da aplicação Limite tributáveis do rendimento (%)
1 96
2 93
3 90
4 86
5 83
6 80
7 76
8 73
9 70
10 66
11 63
12 60
13 56
14 53
15 50
16 46
17 43
18 40
19 36
20 33
21 30
22 26
23 23
24 20
25 16
26 13
27 10
28 6
29 3
30 0

Existe também o chamado come-cotas, que nada mais é do que uma espécie de adiantamento obrigatório do imposto de renda. Sua dedução acontece sempre no último dia dos meses de maio e novembro, ou seja, 2 vezes por ano. Essa cobrança de imposto antecipado tem esse nome porque ela diminui a quantidade de cotas total, ou seja, a quantidade que você possui sempre é diminuída quando ocorre o come-cotas.

Para os fundos de investimentos de longo prazo, a alíquota do come-cotas é de 15%. Para os fundos de curto prazo, a alíquota é de 20%.

O imposto de renda é calculado diariamente e provisionado na sua conta. A cada 6 meses (maio e novembro), são aplicados as menores alíquotas da tabela regressiva do IR de cada tipo de fundo, sobre o rendimento do cotista. Logo, se sua aplicação atingir a alíquota mínima de IR, essa provisão deixa de existir. Vale lembrar que não há bi-tributação no come-cotas. Por exemplo, se sua aplicação ficar investida tempo suficiente até atingir a menor alíquota do imposto de renda, não haverá IR no resgate, caso já tenha ocorrido o come-cotas. Caso contrário, se você resgatar antes de atingir a menor alíquota do IR, na hora do resgate, você pagará apenas a diferença.


3. Vantagens

  • Não é necessário muito dinheiro para investir;
  • Gestão profissional, que poderá selecionar os papéis mais rentáveis;
  • Menor risco se comparado a outros fundos;
  • Liquidez – sendo possível (em alguns fundos) resgatar e receber o dinheiro no mesmo dia;
  • Acesso a vários tipos de investimentos, alguns impossíveis para o pequeno investidor (diversificação);

4. Desvantagens

  • Os fundos de investimentos não são garantidos pelo fundo garantidor de crédito;
  • Taxas de administração altas podem afetar a rentabilidade do Fundo;
  • Quanto menor o prazo de aplicação, maior a alíquota de imposto de renda;
  • Alguns fundos de renda fixa podem não ter uma rentabilidade tão atrativa. Em um cenário de taxa de juros baixa, muitos fundos podem perder até mesmo para a tradicional poupança.

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