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Fundos Cambiais

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1. O que é?

Os fundos cambiais investem em títulos relacionados à variação de preços de uma determinada moeda estrangeira ou em taxas de juros, o chamado cupom cambial. Deverão investir no mínimo 80% do seu patrimônio líquido em ativos que busquem a variação de uma moeda estrangeira. Os fundos que seguem a variação do Dólar são os mais conhecidos.

O montante não aplicado em ativos relacionados à variação da moeda poderá ser aplicado em títulos e operações de renda fixa, isto é, no máximo 20% da carteira, sendo possível utilizar-se de derivativos somente para fazer proteção (hedge), não sendo permitida a alavancagem. Vale lembrar que se um fundo tem como benchmark a variação do dólar, ele não necessariamente acompanha a cotação do dólar.

O principal objetivo desse tipo de fundo é manter o poder de compra em moeda estrangeira, ou acompanhar a variação dessa moeda. Logo, ele deverá ser feito caso o investidor busque proteção contra a desvalorização do real no médio e longo prazo, e não como um fundo para rentabilizar seu dinheiro através da especulação com a alta do dólar. Esses fundos são ótimos para quem tem dívidas em moedas estrangeiras, ou qualquer outro tipo de obrigação de longo prazo no exterior, como por exemplo, empresas importadoras, pessoas que mandam dinheiro para a família no exterior ou até quem planeja fazer um intercâmbio ou morar fora do país. Além disso, os fundos cambiais estão sujeitos às oscilações das taxas de juros indexadas, chamadas de cupom cambial.

Os fundos cambiais não investem diretamente em moedas estrangeiras, como o dólar ou o euro, mas em títulos de moedas estrangeiras. Isso se dá através de operações com derivativos. Os fundos cambiais não seguem exatamente s cotação da moeda. Existe o imposto de renda e as taxas de administração, que correm parte do lucro. Portanto, mesmo se um investidor obter lucro com a alta da moeda, deverá descontar o imposto de renda e outros custos envolvidos. Como o imposto de renda é menor conforme o prazo de aplicação, o mais aconselhável é, caso você queira se proteger da oscilação de uma determinada moeda,  investir no longo prazo, pois no curto prazo pode não ser tão interessante.

O principal fator de risco da carteira nos fundos cambiais é a própria variação da moeda estrangeira ou do cupom cambial. Se você investir R$ 1,00, com um dólar valendo R$ 2,00, você terá o equivalente a US$ 0,50 centavos de dólar em cotas. Caso o dólar caia para R$ 1,00, você continuará tendo os US$ 0,50 centavos de dólar, porém, se você quiser trocar por Reais, terá somente R$ 0,50 centavos de Reais.


2. Tributação

A tributação dos fundos cambiais é igual aos fundos de renda fixa, isto é, ela é decrescente em função do prazo da aplicação, conforme a seguir:

  • Aplicações de até 180 dias: 22,5% (somente sobre os rendimentos)
  • Aplicações de 181 a 360 dias: 20% (somente sobre os rendimentos)
  • Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5% (somente sobre os rendimentos)
  • Aplicações acima de 720 dias: 15% (somente sobre os rendimentos)

Além disso, caso o resgate for feito ANTES de 30 dias da aplicação, há a incidência de IOF, conforme tabela a seguir:

Número dias corridos da aplicação Limite tributáveis do rendimento (%)
1 96
2 93
3 90
4 86
5 83
6 80
7 76
8 73
9 70
10 66
11 63
12 60
13 56
14 53
15 50
16 46
17 43
18 40
19 36
20 33
21 30
22 26
23 23
24 20
25 16
26 13
27 10
28 6
29 3
30 0

Existe também o chamado come-cotas, que nada mais é do que uma espécie de adiantamento obrigatório do imposto de renda. Sua dedução acontece sempre no último dia dos meses de maio e novembro, ou seja, 2 vezes por ano. Essa cobrança de imposto antecipado tem esse nome porque ela diminui a quantidade de cotas total, ou seja, a quantidade que você possui sempre é diminuída quando ocorre o come-cotas.

Para os fundos de investimentos de longo prazo, a alíquota do come-cotas é de 15%. Para os fundos de curto prazo, a alíquota é de 20%.

O imposto de renda é calculado diariamente e provisionado na sua conta. A cada 6 meses (maio e novembro), são aplicados as menores alíquotas da tabela regressiva do IR de cada tipo de fundo, sobre o rendimento do cotista. Logo, se sua aplicação atingir a alíquota mínima de IR, essa provisão deixa de existir. Vale lembrar que não há bi-tributação no come-cotas. Por exemplo, se sua aplicação ficar investida tempo suficiente até atingir a menor alíquota do imposto de renda, não haverá IR no resgate, caso já tenha ocorrido o come-cotas. Caso contrário, se você resgatar antes de atingir a menor alíquota do IR, na hora do resgate, você pagará apenas a diferença.


3. Vantagens

  • Proteção – Uma das maiores vantagens dos fundos cambiais é a proteção contra as oscilações das moedas;
  • Pode ser uma boa alternativa caso esteja planejando uma viagem para outro país, no longo prazo;
  • Ótimo para empresas que tenham dívidas no exterior, fazendo um hedge da moeda destino.

4. Desvantagens

  • Os fundos cambiais não são garantidos pelo fundo garantidor de crédito;
  • Taxas de administração altas podem afetar a rentabilidade do fundo;
  • Alto risco, pois os fundos cambiais estão sujeitas às variações da moeda, não sendo indicado como um investimento para multiplicação do dinheiro.

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