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Certificado de Depósito Bancário – CDB

cdb

1. O que é?

CDB significa Certificado de Depósito Bancário. RDB significa Recibo de Depósito Bancário. Eles são emitidos pelos bancos, registrados na Central de Custódia de Títulos Privados (Cetip) e vendidos ao público como forma de captação de recursos através das agências. Os bancos usam parte desse dinheiro para financiar o crédito direto ao consumidor – CDC (via cheque especial), empréstimos para capital de giro das empresas, compra de bens e serviços, etc.

Os CDBs e RBDs são títulos que representam uma dívida da instituição para com o investidor. Esses papéis podem ser prefixados, com a remuneração definida na aplicação, ou pós-fixada, corrigido pelo juro interbancário diário ou DI over, onde o investidor recebe um porcentual da taxa overnight do mercado.

Os CDBs são negociados a partir de uma taxa bruta de juros anual e não levam em consideração a tributação ou a inflação. Além disso, podem ser negociados a qualquer momento dentro do prazo contratado, mas, quando negociadas a um prazo menor do que aquele mínimo previsto (30, 60 ou 90 dias para os títulos pré-fixados), estas aplicações sofrem incidência de imposto sobre operações financeiras (IOF), e todos sofrem incidência do imposto de renda na Fonte (IRF).

Alguns CDBs podem ser resgatados antes do prazo de vencimento e alguns tem um prazo mínimo para ser resgatado. Já os RDBs não podem ser negociados nem transferidos antes do vencimento. Todavia, caso você venda o CDB antes do prazo de vencimento, poderá haver uma perda de rentabilidade, já que o comprador, no caso o banco que você investiu, poderá, de acordo com as condições de momento do mercado, exigir um spread ou deságio para gerar a liquidez solicitada pelo vendedor do CDB, no caso, você.

O resgate antecipado é feito através de nova cotação, ou seja, a recompra é feita pela taxa de mercado negociada no momento do resgate. Desta forma, para resgates antecipados, não há garantia de que a taxa inicialmente negociada será preservada, pois o valor de resgate pode ser maior ou menor que o previsto pela taxa inicial da aplicação.

As taxas que os bancos remuneram o CDB dependem da necessidade de captação dos bancos e dos volumes disponíveis pelo aplicador. Além disso, essa taxa está diretamente relacionada com a segurança dos bancos, onde um banco mais seguro possui taxas menos atrativas do que bancos pequenos e médios. Em função dos custos fixos bancários e do interesse pelo cliente, as aplicações de maior valor tendem a ter remunerações melhores que as pequenas aplicações. Para aplicações resgatadas somente no vencimento, entretanto, a taxa contratada inicialmente é garantida.


2. Rentabilidade

As taxas podem ser prefixadas, pós-fixadas ou flutuantes e podem ter mais de uma base de remuneração, desde que prevaleça a mais vantajosa para o cliente. Geralmente, o CDB está atrelado a remuneração do CDI. Procure sempre um banco que remunere o mais próximo ou maior do que 100% do CDI. Isso fará com que o título seja mais rentável. Diferentemente da poupança, onde o crédito da rentabilidade só entra no aniversário de 1 mês da data do depósito, a rentabilidade do CDB é diária, ou seja, todo santo dia ele possui rentabilidade, além de alta liquidez no mercado. Todo dia que você consultar seu extrato do CDB no banco, ele será maior do que o dia anterior.

Se você resgatar o CDB antes de 30 dias, caso seja possível, sofrerá incidência de IOF pela tabela regressiva, afetando de forma negativa a rentabilidade. Outra forma que afeta a rentabilidade de forma negativa é o pagamento de IR, que infelizmente somos obrigados a pagar e é retido na fonte.

Em alguns casos, temos a falsa impressão de que o CDB rende mais do que a poupança. O ganho geralmente é maior sim, mas com o pagamento obrigatório e na fonte do IR, o rendimento pode passar a ser menor do que a poupança, já que esta não possui IR. Portanto, muito cuidado na hora de fazer o cálculo do investimento com maior rentabilidade.


3. Riscos

O risco do CDB é baixo por se tratar de renda fixa. O maior risco está associado à solidez da instituição, ou seja, caso o banco quebre você pode não receber aquilo que aplicou. Porém, a aplicação é garantida até o limite de R$ 250.000,00 por conta pelo fundo garantidor de crédito (FGC), quando realizados em uma instituição associada ao FGC.

Outro risco que está associado ao CDB é se a rentabilidade for menor do que a inflação no período de aplicação, perdendo assim poder de compra.

Risco e rentabilidade estão intimamente ligados. Quanto maior o risco de um investimento, maior o retorno. Existem bancos que não são tão sólidos quanto os bancos grandes, porém, estes pagam um ótimo percentual do CDI. Portanto, se você achar um banco que está pagando muito acima do CDI, é melhor olhar o balanço e a saúde financeira desta instituição, a fim de analisar risco x retorno. Se a instituição estiver bem das pernas, vale a pena arriscar!


 4. Tributação

Existem 2 tipos de tributação ao aplicar em CDB ou RBD:

1. Imposto de Renda: A tributação do imposto de renda é decrescente em função do prazo da aplicação:

  • Aplicações de até 180 dias: 22,5% (somente sobre os rendimentos)
  • Aplicações de 181 a 360 dias: 20% (somente sobre os rendimentos)
  • Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5% (somente sobre os rendimentos)
  • Aplicações acima de 720 dias: 15% (somente sobre os rendimentos)

2. IOF: Para prazos inferiores a 30 (trinta) dias, incidirá o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), conforme tabela regressiva abaixo:

Número dias corridos da aplicação Limite tributáveis do rendimento (%)
1 96
2 93
3 90
4 86
5 83
6 80
7 76
8 73
9 70
10 66
11 63
12 60
13 56
14 53
15 50
16 46
17 43
18 40
19 36
20 33
21 30
22 26
23 23
24 20
25 16
26 13
27 10
28 6
29 3
30 0

Você não precisa se preocupar com o pagamento dos impostos, pois o próprio banco recolhe para o fisco a parte que lhe é devida. No vencimento do CDB, você recebe o rendimento bruto obtido no período descontado o imposto de renda.

Outra tributação que pode incidir sobre a aplicação em CDB é alguma taxa que o banco possa cobrar de você. Atente que existem vários bancos que não cobram nada para você aplicar seu dinheiro em CDB. Portanto, fique atento se há cobrança dessas taxas, e caso se houver, melhor pesquisar em outras instituições financeiras, além de pesquisar quanto o banco está pagando sobre o CDI.


5. Como funciona

Os CDBs e RBDs são negociados somente com os bancos. Você pode ir diretamente na sua agência aonde você possui conta e conversar com o seu gerente, falando que quer aplicar em CDB. Ele irá te falar sobre as taxas, prazos, impostos, etc. Ou se quiser, pode aplicar diretamente através do seu Internet Home Banking. Veja bem que não são todos os bancos que oferecem aplicar em CDB através do Home Banking.

Existem também bancos que se tornaram especialistas em aplicações em CDB pela internet, onde não cobram nenhuma taxa e pagam uma boa % do CDI. Por exemplo:

100% do CDI significa que o banco pagará a você, no final do período, o CDI cheio de todos os dias que você deixou o dinheiro aplicado.

90% do CDI significa que o banco pagará a menos do que o valor que o CDI realmente vale. É só multiplicar o CDI por 90%, e você terá a rentabilidade do período. Geralmente, esses bancos possuem uma saúde financeira robusta no mercado e são de extrema confiança.

102% do CDI significa que o banco pagará a mais do que o CDI realmente vale. Geralmente são bancos menores, onde sua confiança ainda é tímida ou desconhecida.

Procure bancos que não cobrem nada para aplicar em CDB e procure bancos que paguem no mínimo 100% do CDI (Realmente não é uma tarefa muito fácil de achar, porém não é impossível, é só procurar!). É bom lembrar também que quanto maior o prazo de aplicação, maior a chance do banco pagar um percentual maior do CDI.

Depois que você escolheu quanto quer investir e depois de ter achado uma taxa boa de aplicação, é só escolher o período de aplicação e se a aplicação será pós-fixada ou pré-fixada. A grande diferença entre as duas é que na aplicação pré-fixada a taxa será sempre aquela e ponto final. Você já sabe quanto vai receber no momento da aplicação. Porém, na taxa pós-fixada, não é possível saber o quanto você receberá no final do período, pois ela varia de acordo com a variação do próprio CDI.

Depois de decidir a taxa, o período, e o tipo de CDB, é só aplicar e esperar o dinheiro render. Ao final do período, o dinheiro retorna para sua conta, já com o IR descontado na fonte.


6. Tipos de CDB’s

CDB – Prefixado

Os CDBs prefixados são títulos que não têm prazo mínimo, não podendo ter o seu vencimento em sábados, domingos, ou feriados. A rentabilidade destes títulos é determinada na hora da aplicação, e portanto, você saberá previamente o quanto irá receber no vencimento. Nos momentos de crise, com tendência à queda das taxas de juros, os bancos darão preferência à captação de recursos em CDB pré-fixado de prazo longo. Quando a tendência é de queda na taxa de juros, o melhor investimento é o CDB pré-fixado, pois dessa maneira, o CDB vai render sempre àquela taxa. Se o CDB estiver atrelado a uma taxa pós fixada, e ela estiver caindo com o tempo, seu título renderá menos.

CDB – Pós-fixado

Os CDBs pós-fixados podem ser oferecidos pelos bancos com ou sem liquidez diária, rendem de acordo com o desempenho de indicadores como os certificados de depósito interbancário (CDI) ou a taxa de referência (TR). Estes títulos são populares em momentos onde existe perspectiva de aumento dos juros. Ou seja, se a tendência é aumento na taxa de juros, o melhor investimento é o pós-fixado, pois se o juros subir, seu CDB vai acompanhar a taxa, e terá uma maior rentabilidade. Não é possível determinar a rentabilidade exata do CDB no momento da compra, somente no momento do resgate.

CDB – com Swap

Os CDBs com swap são títulos que podem ser negociados com remuneração pré-fixada ou pós-fixada de acordo com o desempenho de indicadores como a taxa SELIC, taxa cambial ou CDI. Os montantes mínimos de investimento são superiores às modalidades anteriores, geralmente acima de R$ 100 mil.

Os CDBs com swap são voltados para um público investidor com maiores recursos. A aplicação mínima começa em R$ 100 mil, sendo que algumas instituições exigem um  mínimo de R$ 500 mil. No CDB com swap, a rentabilidade é trocada, através de um contrato de swap, registrado na CETIP, entre o banco e o cliente.

Três modalidades são as mais comuns:

  1. CDB com swap CDI (rentabilidade do CDB trocada por percentual do CDI),
  2. CDB com Swap Pré (trocada por um retorno pré­fixado)
  3. CDB com swap dólar (onde o retorno é trocado por uma taxa pré mais a variação cambial do dólar).

Ao efetuar o contrato de swap, o investidor estará trocando a rentabilidade original do CDB pela rentabilidade do índice escolhido. Ao final do período será apurada a rentabilidade do produto e do índice. Se o índice for maior, o investidor recebe a diferença, se for menor, ele paga. O IR será o da aplicação original acrescido do IR sobre o lucro do swap, caso ocorra. O CDB com swap, disponível tanto para pessoas físicas como jurídicas, é indicado para investidores que queiram buscar proteção para variações de índices ou moedas. Por exemplo, para um investidor que tenha financiamento em dólar, a opção com swap para a moeda norte­ americana pode ser atrativa, reduzindo a exposição  ao risco cambial.

CDB – DI

São os CDB’s mais comuns do mercado. Sua rentabilidade está diretamente ligada à variação do DI. Geralmente, os bancos pagam um percentual da variação do DI. O DI é divulgado diariamente pela CETIP e nada mais é do que uma média da taxa das negociações entre as instituições financeiras. Os bancos emprestam dinheiro para outros bancos. A média da taxa dessas operações efetuadas vão definir o DI do dia.

CDB – Rural

Esse tipo de CDB destina-se aos financiamentos agrícolas. As características desse CDB são idênticas a qualquer outro CDB, porém, a instituição financeira que vender o CDB têm de demonstrar ao Banco Central que os recursos captados com esses papéis se destinam ao financiamento da comercialização de produtos agropecuários e máquinas e equipamentos agrícolas.

CDB – IPCA

Esse tipo de CDB é o melhor indicado para se proteger contra a inflação. Os bancos geralmente pagam uma pequena taxa ao ano pré-fixada no momento da compra + a variação mensal do IPCA. O IPCA (índice de preços ao consumidor amplo) é calculado pelo IBGE e é o índice oficial de inflação no país.

Em um CDB atrelado ao IPCA, geralmente, a taxa pré-fixada mais a taxa do IPCA estão muito próximas da taxa selic. Porém, como a inflação varia mensalmente, você pode obter mais rentabilidade ou não nesse CDB (em comparação à taxa Selic). Para aplicar nesse tipo de CDB, a melhor indicação é em períodos onde a inflação esteja alta. Dessa maneira, seu título renderá mais. Não podemos esquecer também que dificilmente os bancos aceitam o resgate desse tipo de CDB antes do prazo de vencimento.

Para saber se o CDB vinculado ao IPCA rende mais que o CDB-DI é só somar as taxas. A taxa maior irá te dizer qual o CDB que renderá mais.

CDB – IGPM

O CDB vinculado ao IGPM é bem parecido com o CDB vinculado ao IPCA. A diferença é que o índice que vai corrigir o CDB é o IGPM. O IGPM é calculado pela FGV, e analisa as variações de preços de alguns setores da economia. Esse índice também varia mensalmente.

As características desse CDB são: Uma taxa pré-fixada no momento da compra + a variação mensal do IGPM. É aconselhável investir nesse CDB quando o índice IGPM está alto, ou sua perspectiva é de aumento da taxa.

CDB – INPC

Nesse CDB, os bancos geralmente pagam uma pequena taxa ao ano pré-fixada no momento da compra + a variação mensal do INPC. O INPC é calculado pelo IBGE e mede a variação dos custos dos gastos em alimentação, vestimentas, habitação, despesas pessoais, etc. Esse índice também varia mensalmente e o investimento nesse tipo de CDB é indicado quando o INPC está alto ou com perspectiva de aumento.


 7. Vantagens

  • Os CDBs possuem liquidez diária;
  • Rende mais do que a poupança, porém, rende menos do que outros tipos de investimentos;
  • Alguns CDBs podem ser resgatados antes do prazo de vencimento;
  • Acompanha o CDI (taxa praticante no mercado);
  • Possibilidade de acompanhar importantes índices como a inflação;
  • Possibilidade se troca de índices (CDB – SWAP) – só para investidores com bastante dinheiro;
  • Possui garantia pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito de até 250 mil reais (mesmo se a conta for conjunta);
  • A quantia para iniciar uma aplicação em CDB é baixa: a partir de 100 reais.

 8. Desvantagens

  • Alguns CDBs, para terem uma rentabilidade boa, requerem um prazo de investimento acima de 1 ano;
  • Pagamento de IR;
  • Rentabilidade um pouco baixa, comparada a outros tipos de investimentos;
  • Alguns CDBs não podem ser resgatados antes do prazo de vencimento;
  • Alguns CDBs só são rentáveis no vencimento;
  • Pode não ser um bom investimento quando as taxas estão baixas (SELIC).

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